sábado, 29 de março de 2014

Satã derretido é Satã vivo

A inocência do povo do PC me surpreende ainda. Satã, nosso rei, seja piedoso. As cores do paraíso são azuis, mas queremos o vermelho ao ver isto. O que, certamente, não vale a pena. A cadela acuada foge ao longe. O vencido come suas migalhas. Onde estará o macaco diabólico? Das escadas que um dia descera, hoje lhe sobram as vívidas lembranças. Como de um tempo em que o capeta nasceu e morreu. Não dance na praça. Não force o seu corpo. As folhas ainda caem…
         A peça chave se reinventou mais uma vez, a roda girou… o mundo aguarda sua chegada, madona da tristeza, madona do Diabo. O seu filho destruidor perceberá o ódio crescente desses inúteis que choram pelas lágrimas… A criança um dia matará o bem, é só questão de tempo. Babá chega tarde, bebê já sabe andar. Esta é a canção do filho de Satã.
          Eu gozei nos areais, onde o mal cochichou no meu ouvido, coisas para adormecer… dormente… visões de um negror derretido… a claridade morreu mais uma vez, que destino nos encapela? Pretendendo ser de um derretido negro, porque é sedutor, acariciador, maldade! Languor dos archotes que vagam pelo caminho.

- Lucy

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