segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Suicídio - Nota

 O que leva as pessoas ao suicídio? O sofrimento. Um objetivo bem claro da vida: evitar sofrimento. Há vários caminhos para evitá-lo, considerando condições externas adequadas.

sábado, 24 de janeiro de 2026

Nove Noites - detalhe

 "E de alguma forma associei a grande tragédia ao nosso pequeno acidente, como se houvesse alguma conexão incompreensível entre os dois."

A mente cria conexão onde não há. Temos um vício na lógica, um vício na razão, e esse vício permeia tudo que fazemos, algumas vezes mais, algumas vezes menos. O narrador admite que parece não haver conexão entre os dois eventos: é comum que acidentes ocorram e é normal que associemos as coisas, é por isso que existem religiões que possuem leitura da sorte, tarot, ouija, mediunidade... pois o cérebro irá associar as coisas, mesmo que a princípio permitisse muita associação, iremos associar com algo específico de nossa vivência, como se fizesse sentido.

É por isso que interpretamos sonhos, é por isso que acreditamos em coisas, é por isso que somos supersticiosos, pois o cérebro naturalmente associa eventos, como associar uma tragédia à outra, e logo tecemos significado onde não há. 

A razão no seu extremo é despida de significado, não tem significado e nada tem sentido. E é aí que entra algum tipo de não lógica, de não razão, necessário à existência humana.

O narrador continua: "O Xingu, em todo caso, ficou guardado na minha memória como a imagem do inferno." O Xingu era um lugar inóspito para os índios, um lugar que a razão faz uma associação com o mais terrível que a mente pode conceber, o inferno.

Então o narrador se envolve, sim, em algum tipo de misticismo, ao admitir que sua mente associa eventos parecidos, mas não correlatos. E parece ser assim a mente humana! Para não cair no vazio, cria o que não existe e isso é natural! 

Esse grande acidente anunciava celebridades mortas no jornal. E não é importante nosso narrador, assim como as celebridades, ou talvez até mais importante? O mundo naquele momento dava importância aos famosos, e não damos nós, hoje, mais importância a esse narrador? E é assim que percebemos que a lógica se altera, a depender do espaço e tempo. É localizada. A verdade depende de alguns fatores.

Podemos saber tudo usando a razão, Nove Noites?

Na mata

 Serena abandona o bosque e mergulha na mata fechada. A escuridão é quase total. Galhos puxam suas roupas, raízes escondidas a fazem tropeçar, e cada passo precisa ser arrancado da floresta à força. O ar é úmido, pesado, difícil de respirar.

Aqui, os guardas perdem a vantagem. As armaduras prendem, fazem barulho, e a trilha simplesmente não existe. Ainda assim, a mata não protege ninguém de graça — ela cobra em sangue.

Serena corre sem saber onde pisa. Um erro basta.

🎲 Teste de Sobrevivência — Dado d6

Role 1d6:

  • 1 a 3 — Morte
    Serena cai violentamente entre raízes e pedras. O impacto é fatal, ou o barulho entrega sua posição aos guardas, que a alcançam no escuro.

  • 4 a 6 — Sobrevive
    Ferida, exausta e coberta de lama, Serena consegue se aprofundar na floresta. Os sons da perseguição se perdem atrás dela. A mata a engole — viva.

Atravessar o bosque

 Serena não pensou duas vezes. Atirou-se pela trilha do bosque, os galhos baixos chicoteando seu rosto enquanto o chão firme substituía a lama da vila. O caminho era antigo, marcado por carroças, viajantes e patrulhas. Conhecido demais.

Atrás dela, o som que mais temia: o apito curto e seco de alerta.

— Pelo bosque! — gritou alguém.

As armaduras não tilintavam mais em desordem. Agora havia ritmo. Coordenação. Caça.

Serena forçou as pernas, o ar queimando nos pulmões. A trilha se abria em pequenas clareiras — lugares onde a lua iluminava demais, onde sombras não protegiam ninguém. O bosque, que antes parecia refúgio, tornava-se um corredor de execução.

Então vieram os atalhos.

Guardas surgiram entre as árvores à frente, lanças abaixadas, escudos formando uma meia-lua. Tinham previsto sua rota. Um passo em falso, e não haveria floresta, nem fuga, nem amanhã.

O tempo pareceu parar.

Serena apertou o punho em torno do que restava de sua lâmina, sabendo que aquele segundo decidiria tudo.

🎲 Teste de Sobrevivência — Dado d6

Role 1d6 para determinar o destino de Serena:

  • 1 — Morte imediata
    Uma lança atravessa seu flanco antes que ela consiga reagir. Serena cai sem um grito, o bosque engolindo seu último suspiro.

  • 2 — Morte lenta
    Ferida gravemente, Serena ainda tenta correr, mas o sangue a trai. Ela cai alguns metros adiante, cercada, e não sobrevive à captura.

  • 3 — Captura fatal
    Desarmada e derrubada, Serena é feita prisioneira. A execução ocorre antes do amanhecer.

  • 4 — Sobrevivência crítica
    Serena escapa por pouco, ferida, perdendo equipamento ou um item importante. A fuga continua, mas com consequências graves.

  • 5 — Fuga arriscada
    Usando o terreno e a surpresa, Serena rompe o cerco. Os guardas a perdem de vista, mas sabem que ela ainda está no bosque.

  • 6 — Sobrevivência extraordinária
    Serena engana os guardas com uma manobra ousada — talvez uma falsa trilha ou um salto desesperado. Ela desaparece na escuridão, deixando apenas silêncio e dúvida.