quinta-feira, 2 de abril de 2026

Vitória sombria

Serena gira a lâmina com precisão mortal. Cada estocada abre espaço, cada golpe derruba mais um corpo. O aço encontra carne, o ar se enche de gritos e o cheiro metálico do sangue.

O medo se espalha.

Os aldeões hesitam. Um recua. Outro foge.

Até os guardas — treinados, armados — dão um passo atrás diante da fúria rubra que dança à luz das tochas.

Quando tudo termina, o silêncio é pesado.

Corpos no chão. Lama tingida de vermelho.

Serena permanece de pé, ofegante, o peito subindo e descendo com dificuldade. O sangue escorre por sua mão, pingando da lâmina.

Ela venceu.

Mas não há glória aqui.

Apenas o eco do que foi feito… e do que virá.

Agora, seu nome não será sussurrado — será temido.

E isso muda tudo.


🔺 Escolha do leitor:

Opção A — Fugir para as sombras
Serena limpa a lâmina no próprio manto e não olha para trás.

Ela sabe o que virá: caçadores, recompensas, histórias distorcidas.
Cada passo agora será vigiado.

Mas viva… ela ainda tem escolha.

Ela desaparece na escuridão da floresta, tornando-se algo entre mulher e lenda.
Uma sombra que observa, espera — e talvez ataque primeiro da próxima vez.


Opção B — Abraçar o terror
Serena não foge.

Ela permanece ali, no centro do massacre, deixando que os poucos sobreviventes a vejam… que contem a história.

Se vão chamá-la de monstro — então que seja um que ninguém ouse enfrentar.

Ela ergue a lâmina mais uma vez, não para atacar, mas para marcar seu domínio.

O medo será sua armadura.
O terror, sua voz.

E quando vierem atrás dela… já estarão derrotados por dentro.

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