A permanência em Campos da Razão é voluntária. Quem ingressa deve estar ciente e comprometido com valores sólidos, estáveis e perenes, que não se alteram conforme modismos ou emoções passageiras.
Caso um membro deseje sair da comunidade, poderá fazê-lo livremente, desde que comunique sua decisão de forma clara, para que seja registrada em assembleia.
Se o membro que deseja sair tem filhos menores de idade, a saída deverá ser planejada com o máximo cuidado, priorizando sempre o bem-estar, a segurança e o desenvolvimento saudável das crianças.
Na situação em que apenas um dos cônjuges queira deixar a comunidade, a prole deverá ser acompanhada conforme acordo que melhor resguarde os interesses das crianças, considerando o vínculo afetivo, a estabilidade emocional e a garantia dos valores essenciais que a comunidade preza. A criança deve ser poupada de conflitos e contradições entre dois caminhos divergentes.
O cônjuge que permanece na comunidade deverá aceitar essa decisão com serenidade e respeito, mantendo a dignidade e o compromisso com os princípios que fundamentam Campos da Razão.
Se, posteriormente, o membro que saiu desejar retornar, sua reintegração dependerá da avaliação da assembleia, da demonstração de arrependimento sincero e do compromisso renovado com os artigos fundadores.
Quanto aos filhos menores que o acompanharam na saída, a assembleia avaliará, caso a caso, se o retorno deles à comunidade é possível e benéfico, considerando:
-
A idade e maturidade da criança;
-
O grau de alinhamento ou distanciamento em relação aos valores da comunidade;
-
O desejo expressado pelos pais e pela própria criança;
-
E, acima de tudo, o melhor interesse e o bem-estar integral da criança.
A comunidade jamais recusará acolher um filho que, ao atingir idade e entendimento suficientes, deseje voluntariamente voltar às raízes e viver conforme os princípios de Campos da Razão

