A fertilidade é dom e dever. Cada nascimento é um testemunho de continuidade, de esperança e de fidelidade à ordem natural instituída desde os primórdios. Em Campos da Razão, a geração de filhos não é vista como fardo, mas como missão.
O uso de anticoncepcionais artificiais, sejam eles químicos, físicos ou hormonais, não condiz com os princípios da comunidade, pois interfere de maneira voluntária e técnica no curso natural da vida.
Homens e mulheres que fazem parte da comunidade devem compreender que o corpo não é objeto de controle mecânico, mas instrumento sagrado da criação e da perpetuação do povo.
Não há pecado em espaçar nascimentos com prudência, caso haja riscos à saúde da mãe ou graves razões familiares. Contudo, esse espaçamento deve ser feito por meio do conhecimento do ciclo natural feminino (métodos naturais), nunca pela negação radical da fertilidade.
A cultura moderna de evitar filhos por motivos de conforto, vaidade ou medo da responsabilidade é combatida em Campos da Razão, pois ela mina as bases da família forte e do povo numeroso.
Cada novo filho é um tijolo na construção da comunidade. A mulher fecunda é honrada. O homem que sustenta muitos filhos é digno.
Casais que tiverem dúvidas ou dificuldades quanto à fecundidade serão aconselhados pelos mais velhos e por casais experientes, com caridade, firmeza e sabedoria, nunca com leviandade.
O corpo humano não deve ser violentado com dispositivos, pílulas ou esterilizações. Tais práticas serão consideradas incompatíveis com a permanência plena na comunidade, salvo quando houver justificação médica verdadeira e reconhecida pela assembleia.
O futuro da comunidade depende não apenas do número dos seus membros, mas da convicção com que se transmitem a vida, a cultura e a fé na ordem natural. O ventre fecundo é solo sagrado.

