A cela era fria, e o tempo escorria lento pelas paredes de pedra. Serena respirava com controle absoluto, mas por dentro calculava. Cada palavra ouvida no corredor, cada olhar dos guardas, cada ruído da vila acima da prisão era uma pista. O julgamento viria — e com ele, o risco final.
Quando foi levada ao tribunal, o salão estava cheio. O juiz Alvaric ocupava seu assento elevado; à frente, testemunhas ansiosas, acusações mal costuradas e uma multidão que queria apenas um culpado.
Agora, o destino não depende apenas de inteligência ou coragem.
Depende da sorte.
🎲 Rolagem de Dado — D6
Role 1d6 para decidir o resultado do julgamento de Serena:
Resultado 1–3 → Sentença à morte
O dado cai baixo.
O julgamento segue rápido demais. As testemunhas repetem versões semelhantes, ensaiadas. O juiz não se aprofunda — o medo da vila fala mais alto que a lógica.
Quando Serena tenta apontar contradições, sua voz ecoa no vazio. O manto rubro é exibido como prova final. O público murmura, satisfeito.
— Culpada. — declara o juiz. — Execução ao amanhecer.
O martelo bate.
De volta à cela, Serena encara a escuridão. Cada passo dos guardas é contado. Cada respiração é medida. Amanhã, a forca a espera — a menos que alguém intervenha, ou que ela tente uma última ação desesperada durante a noite.
(A história pode continuar com: fuga final, resgate externo, ou aceitação do fim.)
Resultado 4–6 → Brecha no processo
O dado cai alto.
Durante o julgamento, uma falha aparece. Um horário não bate. Um nome é citado errado. O juiz franze o cenho.
Serena fala — pouco, mas com precisão cirúrgica. Não nega tudo, apenas o que pode provar. Um mercador da vila confirma suspeitas antigas sobre o denunciante. O salão muda de tom.
Após longa deliberação:
— Culpa não comprovada. — diz o juiz. — A ré será libertada ao amanhecer e banida da vila.
Serena sai viva, mas marcada. Alguém tentou usá-la como bode expiatório — e agora ela tem um inimigo invisível. Livre, sim. Segura? Nem um pouco.
(A história pode continuar com investigação, vingança ou retorno secreto à vila.)
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