segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Tentar escapar

 Serena não nasceu para esperar sentenças.

Na escuridão da cela, ela transforma o tempo em arma. Observa os turnos dos guardas: dois passam juntos, um terceiro sempre fica para trás. Conta os passos, mede o intervalo entre as tochas sendo trocadas. As correntes… antigas. Não frágeis, mas mal cuidadas. O ferrolho da porta range — som que pode denunciar ou salvar.

Ela testa os pulsos, discretamente, até a dor se tornar familiar. Força não basta. Precisão, sim.

Na terceira noite, a oportunidade surge: um guarda jovem, cansado, deixa a lanterna apoiada perto demais das grades. Serena age como quem já decidiu morrer.

Agora, o destino se resolve no acaso.


🎲 Rolagem de Dado — D6

Role 1d6 para definir o resultado da fuga de Serena:


Resultado 1–3 → Morte na tentativa

O dado cai baixo.

A corrente cede… tarde demais.

O rangido ecoa mais alto do que o esperado. O guarda se vira a tempo de ver Serena avançar. O alarme soa — vozes, passos, aço contra pedra.

Ela corre pelos corredores estreitos, mas conhece a prisão menos do que imaginava. Uma porta dá em um pátio sem saída. Flechas cortam o ar.

Serena luta. Derruba um homem. Fere outro. Mas são muitos.

Uma lâmina atravessa seu flanco. Depois outra. Ela cai de joelhos, o sangue quente contrastando com o chão frio da prisão.

O último som que ouve é o fechar das portas.

A fuga fracassou.
A vila nunca saberá o quão perto ela esteve da liberdade.

(Fim do caminho — ou início de uma lenda sussurrada.)


Resultado 4–6 → Fuga bem-sucedida

O dado cai alto.

A corrente se solta com um estalo seco — quase silencioso. Serena segura a respiração. O guarda não percebe.

Ela age rápido: abre a cela, apaga a lanterna, arrasta o corpo inconsciente para a sombra. O corredor se abre diante dela como um mapa vivo, agora memorizado.

Uma escada. Um portão secundário. Chuva fina cobre seus passos quando ela emerge atrás da prisão.

Um último obstáculo: dois guardas conversando. Serena espera… então se move como a lâmina que a vila teme. Um cai sem som. O outro nunca grita.

Livre.

Serena desaparece na noite, ferida, faminta, mas viva. A vila acordará com grades vazias e pânico nas ruas.

Agora, ela é oficialmente uma fugitiva — e cada caçador saberá seu nome.

(A história pode seguir com perseguição, reencontro com Brennar ou vingança futura.)

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