quinta-feira, 27 de novembro de 2025

A Manhã do Céu Rosa

 Brennar desmaiou sobre a mesa como um tronco caindo numa clareira silenciosa. A caneca tombou junto, derramando o rum que escorreu pela madeira, levou consigo o pouco de dignidade que ele ainda tentava guardar e se misturou à baba espessa de um sono turbulento.

As risadas da taverna viraram ecos distantes… depois gotas… depois nada.

Sete horas depois

Um vento frio e irregular bate no rosto de Brennar.

Ele abre um olho.
Depois o outro.
A claridade o fere como uma lâmina. Ele está… na rua.

Deitado no chão, meio sobre uma sarjeta, meio sobre pedras quentes já aquecidas pela manhã. O corpo dói inteiro — uma dor de cabeça pulsante, martelando, como se um ferreiro tivesse instalado sua oficina dentro do crânio dele.

— Ugh… por todos os... — Ele para no meio da frase.

O céu não está azul.
Não está cinza.

O céu está rosa.
Um rosa profundo, vibrante, quase líquido. As nuvens parecem manchas de tinta espalhadas por mãos gigantescas.

Brennar arregala os olhos, ainda meio bêbado, meio sonhando.

— Demônios… só pode ser coisa de demônios…

Ele se senta com esforço, esfrega os olhos. Mas o céu continua lá, rosado, estranho, impossível. A rua está silenciosa demais. Nenhum pássaro canta. Poucas pessoas estão acordadas, e as que estão… olham para o céu como quem encara o fim dos tempos.

A garganta seca, a boca amarga, e Serena desaparecida.
A ressaca e o absurdo da manhã se misturam como se fossem parte de um mesmo feitiço.

Brennar precisa decidir o que fazer — mas o mundo definitivamente mudou enquanto ele dormia.


Agora o leitor deve escolher o próximo passo de Brennar

Você pode escolher diretamente uma opção ou rolar 1d6, se quiser destino ao acaso.


Opção A — Seguir o instinto e procurar Serena imediatamente

Mesmo zonzo, ele tenta seguir pistas: pegadas, sinais na taverna, boatos entre vizinhos.
O céu rosa parece um presságio — e talvez Serena esteja envolvida nesse evento sobrenatural.

Se seguir esse caminho: Brennar encontra um rastro impossível… e percebe que Serena desapareceu de forma não natural.


Opção B — Procurar o sacerdote local

Se o céu rosa for obra demoníaca (como ele acredita no momento), talvez o velho sacerdote saiba algo.
Mas o templo pode estar vazio… ou pior, ocupado por algo que não deveria estar ali.


Opção C — Rolar 1d6 para o destino imediato

1–2 — O mau encontro

Um grupo de homens encapuzados aparece na rua, observando Brennar como se já soubessem quem ele é. Eles avançam.

3–4 — A pista inesperada

Brennar encontra um objeto que Serena deixou cair: um frasco quebrado e um símbolo queimado no chão.

5–6 — A voz do céu

Ele escuta um som vindo de cima — não como trovão, mas como um chamado, guiando-o para fora da cidade.

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