A comunidade de Campos da Razão deve trabalhar em harmonia com a terra, os ciclos do tempo e o que a natureza local já oferece. A natureza, quando respeitada, ensina e sustenta.
Toda produção deve seguir os princípios da permacultura, ou seja:
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Usar o que já existe no solo e no clima local;
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Adaptar-se às estações e aos ciclos naturais;
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Evitar intervenções artificiais, dispendiosas e desnecessárias.
Assim como o corpo humano não deve ser violentado, a terra também não deve ser ferida com práticas brutais ou destrutivas, mas sim compreendida e cuidada com sabedoria, como os antigos faziam com suas hortas, pomares e currais.
Exemplo disso são as araucárias, árvores antigas e nobres, que fornecem o pinhão, alimento farto e saudável, além de abrigo para aves e sombra para o gado.
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Nenhuma araucária poderá ser derrubada para dar lugar a plantações exóticas, casas ou cercas;
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O pinhão deve ser colhido e aproveitado com gratidão, mantendo-se o respeito à árvore-mãe.
As espécies nativas devem ser preservadas, multiplicadas e aproveitadas em tudo que podem oferecer, desde que sem destruição.
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As plantas medicinais, as frutas do mato, as árvores de madeira dura e os bichos da terra têm papel na manutenção da vida e da cultura da região.
O modelo a seguir é o da roça tradicional, pequena, variada e rotativa, onde se plantam legumes, raízes, grãos e frutas juntos, e onde a criação é integrada ao uso da terra com equilíbrio.
O trabalho com a terra será sempre mais sábio quando observa antes de agir, e valoriza o que o lugar já tem, em vez de tentar impor modelos alheios, trazidos de fora, que não respeitam o ciclo da vida nem o espírito da terra.
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