terça-feira, 30 de setembro de 2025

Destino: Sentar e desistir 👾

O sangue ainda escorria do nariz, e os gritos da briga ecoavam como trovões ao redor, mas Brennar já não tinha forças — ou vontade — para continuar. Com um suspiro pesado, ele largou-se em uma cadeira tombada, endireitando-a apenas o suficiente para se afundar no assento. 

A madeira rangia sob seu peso, mas ele não ligava. Pegou uma garrafa caída no chão, que ainda guardava meio gole de rum, e virou-a direto na boca. O líquido queimou a garganta, trazendo um consolo amargo, mas familiar.

Enquanto isso, a confusão crescia. Homens eram arremessados contra mesas, garrafas se partiam contra crânios, cadeiras voavam como armas improvisadas. O salão inteiro parecia prestes a desmoronar. Pessoas gritavam, choravam, alguns sangravam feio.

Brennar? Ele apenas observava de canto de olho, rindo sozinho, como se fosse espectador de uma peça tosca. A cada grito, um gole. A cada queda, uma gargalhada rouca.

Quando a pancadaria enfim se dissipou, a taverna estava em ruínas: corpos gemendo no chão, cacos de vidro espalhados por todo lado, mesas quebradas. O ar cheirava a suor, sangue e bebida derramada.

Brennar permaneceu sentado, indiferente. Para ele, nada importava além da próxima tragada de rum. O mundo poderia ruir ao redor — e, naquela noite, ele preferia simplesmente beber até esquecer.

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