Brennar, com a cabeça latejando e o gosto amargo do vinho na boca, decide encurtar caminho. “Mais rápido, menos frio”, pensa ele, tropeçando rumo ao beco estreito.
Logo, o cheiro o atinge. Uma mistura pútrida de peixe podre, esgoto e ferro enferrujado. O beco parece mais estreito do que deveria, com paredes de pedra molhadas e escorrendo limo. A umidade desce do alto, pingando em seu ombro como se o próprio beco respirasse.
Os lampiões que deveriam iluminar o caminho estão apagados, alguns quebrados, outros pendurados por fios soltos que balançam ao vento. O chão é irregular, com poças escuras que refletem fragmentos da lua. Às vezes, um rato atravessa correndo, mas até eles parecem fugir de algo maior.
O silêncio pesa. Apenas o som de seus passos arrastados ecoa, abafado pelo estreitamento das paredes. De repente, o ar muda — mais denso, mais frio. Brennar para, o coração acelerando apesar da embriaguez.
Das sombras adiante, surge uma criatura disforme. Tem o corpo largo, coberto por escamas úmidas, e duas cabeças grotescas que rosnam em descompasso: uma late como um cão raivoso, a outra sibila como uma serpente enfurecida. Os olhos, quatro ao todo, brilham em vermelho vivo, refletindo a pouca luz da lua.
O monstro arrasta suas garras pelo chão, deixando riscos fundos no paralelepípedo encharcado. O cheiro de sangue velho e carne apodrecida se espalha, sufocando Brennar.
Sem armas, sem preparo, ele sente a boca secar e a embriaguez dar lugar ao instinto.
O leitor deve decidir:
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Tentar fugir: correr de volta para a rua principal, ainda que tropeçando, antes que o monstro alcance. - Clique aqui
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Enfrentar o monstro: improvisar uma luta com as próprias mãos ou buscar algo ao redor (pedras, paus, cacos de garrafa) para se defender — arriscando a vida em troca de provar coragem. - Clique aqui

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