Brennar dá um passo para trás, mas para.
A garganta seca, o coração disparado, e a criatura ali — respirando pesado, como uma fornalha viva, o vapor quente escapando das duas bocas abertas.
Ele sente algo dentro de si endurecer.
Talvez seja o vinho, talvez o orgulho, talvez uma raiva antiga de sempre fugir das próprias sombras.
Com um grunhido, Brennar agarra o primeiro objeto que encontra — um pedaço de madeira quebrado, talvez de uma caixa de frutas abandonada — e o ergue diante do peito.
O beco inteiro parece conter a respiração.
As duas cabeças o encaram.
Uma rosna. A outra sibila.
Então o monstro avança.
O impacto o joga contra a parede. Lodo e dor escorrem juntos. Brennar sente o pedaço de madeira vibrar em sua mão e, num reflexo, o enfia contra uma das cabeças. Um rugido ensurdecedor ecoa pelo beco.
O cheiro de sangue metálico toma o ar.
Ele precisa agir — ou morrer.
🎲 Teste de combate:
Role 1 dado de 6 lados (d6).
-
1–2:
Brennar tenta golpear novamente, mas o monstro é mais rápido. As garras rasgam sua camisa e a pele por baixo.
Ele cai, o ar escapando dos pulmões, enquanto as duas bocas se abrem sobre ele.
O último som que ouve é o próprio nome, sussurrado de dentro das sombras. -
3–4:
Ele consegue atingir um dos olhos da criatura com o pedaço de madeira — um golpe desesperado, mas certeiro.
O monstro recua, uivando, e desaparece nas sombras do beco, deixando atrás um rastro de sangue negro que borbulha no chão.
Brennar cai de joelhos, ferido, mas vivo.
Na manhã seguinte, ninguém acredita quando ele conta o que viu. -
5–6:
Brennar rola para o lado, agarra um caco de garrafa e crava na garganta da cabeça de serpente.
A criatura se debate, rugindo, até tombar pesadamente.
O corpo treme, depois silencia.
Brennar fica ali, ofegante, coberto de sangue — e, por um instante, sente algo novo: poder.
Mas, ao olhar para o corpo, percebe que ele começa a se desfazer em fumaça… e o beco agora o observa em silêncio, como se algo tivesse despertado.
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