terça-feira, 14 de outubro de 2025

O Corvo

 A Estrada do Bosque se estende como um suspiro antigo.

Serena empurra o portão de madeira, que range em protesto, e o som se perde no vento. As árvores à frente são altas e densas, com copas entrelaçadas que quase apagam a lua. O ar é úmido, vivo, e cada passo sobre as folhas secas ecoa como um sussurro.

Um grasnido corta o silêncio.
No galho de uma árvore torta, um corvo a observa — grande, de penas desgrenhadas e olhos vermelhos como brasas. Há algo de errado na forma como ele se move, lento demais, tenso demais. A cabeça vira de lado, e uma voz rouca, que não é de bicho algum, murmura algo ininteligível.

Serena sente o arrepio subir-lhe pela nuca.
A criatura pula do galho e cai diante dela, abrindo as asas em desafio. O vento se ergue. O ar vibra. O confronto é inevitável.

🎲 Teste de Vida ou Morte (d6):

  • 1–2 – Derrota:
    O corvo mergulha num clarão vermelho. Serena tenta reagir, mas é tarde: as garras atingem seu ombro e o impacto a joga ao chão. O mundo gira, e a última coisa que vê são olhos ardendo sobre ela — até a escuridão a tomar por completo.

  • 3–4 – Ferida:
    A criatura ataca, e Serena consegue bloquear parte do golpe com o antebraço. A lâmina corta o ar, mas o corvo a atinge no rosto, deixando um arranhão ardente que pulsa como fogo. Ela o repele, ferida, enquanto ele foge em meio às árvores. Algo no ar ainda a observa.

  • 5–6 – Vitória:
    Serena aguarda o ataque, imóvel, até o último instante. Quando o corvo desce, ela gira e golpeia com precisão — a lâmina rasga o ar e o corpo da criatura se desfaz em cinzas. O vento leva o pó negro, e o bosque volta ao silêncio, exceto pelo eco distante de um grasnido que promete retorno.

O caminho segue adiante, mergulhando mais fundo entre as árvores que sussurram o nome dela.

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