Lorena, ainda com a mão ardendo do tapa, ergue o queixo e grita para o salão, como quem convoca um exército:
Lorena (gritando):
— E então, senhores? Vamos deixar esse galo bêbado cacarejar sozinho? Mostrem a ele como se canta com ritmo!
Um murmúrio animado percorre as mesas. Três homens se levantam — cada um mais desajeitado que o outro: um narigudo com o olho vesgo, um sujeito magro feito espeto e um gorducho de riso fácil.
Homem narigudo:
— Ritmo? Eu dou o compasso no queixo dele!
Brennar (erguendo a caneca, tropeçando nas próprias pernas):
— Ora, calma, meus bons bêbados! A música não acabou!
Mas já é tarde. O vesgo o empurra, o magro tenta acertar um soco e acerta o gorducho, que grita e cai sobre uma mesa, esmagando pratos e pão.
A taverna vira um circo: cadeiras voando, gente rindo, o dono gritando “MINHAS CANECAS!”, e Brennar tentando se esquivar, girando com ares de dançarino desgovernado.
Brennar (ofegante):
— Paz! Paz! Já apanhei em rima rica, não me batam em verso pobre!
Lorena, entre gargalhadas, bate palmas como se estivesse no teatro.
Lorena:
— Isso, poetas! Façam-no rimar com dor!
O narigudo tenta dar outro soco, erra e acerta o magro. O magro, por reflexo, acerta o gorducho, que reage empurrando Brennar — e todos vão parar no chão, num amontoado grotesco.
Quando o dono da taverna aparece brandindo uma colher de pau do tamanho de uma espada, todos congelam.
Dono da taverna:
— Mais um copo quebrado e boto todo mundo pra dormir no chiqueiro!
Silêncio.
Brennar, com o olho roxo, o cabelo desgrenhado e um sorriso vitorioso, se levanta e ergue o braço:
Brennar:
— Senhores… declaro encerrada a Sinfonia dos Socos!
A taverna explode em gargalhadas. Até Lorena, com esforço, disfarça o riso atrás da mão.
🎲 Role 1 dado (d6) para o próximo destino:
1–2 → O dono da taverna expulsa Brennar e Lorena, mas um trovão lá fora os obriga a dividir abrigo.
3–4 → Lorena, ainda rindo, oferece um brinde de trégua, mas Brennar desconfia do vinho.
5–6 → Os bêbados pedem que Brennar cante novamente, e ele transforma a briga em uma canção absurda que vira sucesso local.
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