Pouco antes de chegar em casa, Brennar cruza com uma mulher da noite. Vestida em trajes vistosos, embora gastos, ela se aproxima com um sorriso insinuante.
— “Boa madrugada, viajante. Está sozinho? Talvez eu possa lhe fazer companhia…” — diz, passando a mão pelo ombro dele.
O perfume barato mistura-se ao cheiro úmido das ruas, e por um instante Brennar sente o calor da tentação pesar mais que o frio da madrugada. Ele observa o brilho dos olhos dela à luz trêmula das tochas — há algo de cansaço e de perigo naquele olhar, mas também um convite difícil de recusar.
O coração de Brennar, dividido entre o impulso e o bom senso, hesita.
Ele decide lançar os dados para o destino escolher por ele.
🎲 Se o resultado for ímpar:
Brennar cede ao desejo.
A mulher o acompanha até sua casa, onde a noite se torna um borrão de calor, vinho e esquecimento. Por algumas horas, ele esquece a solidão e as preocupações. Mas, ao amanhecer, encontra o cordão de prata que carregava desde a infância desaparecido — e com ele, o símbolo de um presságio antigo que jurava jamais perder.
🎲 Se o resultado for par:
Uma complicação o surpreende.
Quando Brennar aceita o convite e segue com a mulher, dois vultos surgem nas sombras do beco — homens mal-encarados, que a observavam desde antes.
— “Ele paga por ambos, certo?” — diz um deles, brandindo uma adaga.
O sorriso da mulher vacila. Brennar percebe, tarde demais, que talvez ela não fosse apenas uma cortesã… mas parte de uma armadilha.
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