Brennar respira fundo e oferece o braço com um sorriso cansado, porém sincero.
— Venha, donzela dos copos e das sombras. As ruas estão frias demais para quem ainda quer rir esta noite.
Lorena hesita, o olhar pesando sobre ele como quem mede intenções, mas logo aceita.
Os dois caminham pelas vielas úmidas. O som distante de risadas se mistura ao vento.
O caminho até a casa de Brennar é curto, mas cheio de silêncios que dizem mais do que palavras. Quando ele empurra a porta, o rangido parece um aviso.
O lume da lamparina acende rostos e sombras.
Lorena entra primeiro, os olhos curiosos explorando o lugar.
— Então é aqui que o trovador se esconde? — ela pergunta, tocando um alaúde encostado à parede.
Brennar sorri de canto:
— Eu não me escondo, Lorena. Só descanso entre uma história e outra.
Ela se aproxima, o vinho ainda visível nos lábios.
— E agora… vai me contar uma nova história, ou vai deixar que eu escreva a minha?
O ar fica mais denso. Brennar sente o cheiro de vinho e madeira queimada misturado ao perfume dela.
🌙 Escolha:
A) Brennar se aproxima e toca-lhe o rosto, curioso com o mistério que ela esconde.
B) Brennar mantém distância, pega o alaúde e começa a dedilhar uma canção, tentando quebrar o clima.
C) Brennar oferece vinho e propõe um brinde: “Às almas perdidas que se encontram por acaso.”
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