Serena levanta-se sem pressa. Os dois homens se afastam da taverna, passos curtos e calculados, como se tivessem combinado o ato. Ela os segue, deslizando pela porta entre a confusão das vozes e a luz trêmula das tochas. A rua é fria; a lua, um furo pálido num céu pesado. Eles caminham em silêncio por um trecho até um beco onde ninguém além deles poderia ouvir.
O mais alto puxa um capuz para trás e sorri com dentes amarelados. O menor mantém-se vigilante, olhando para as sombras. Quando finalmente falam, a voz do grande homem é um roçar baixo:
— Serena Veynar, nós a procuramos. Dizem que você “limpa” a sujeira que incomoda os poderosos. Há trabalho para alguém com suas mãos.
O pequeno homem estende um saco aberto onde brilham algumas moedas — nem muitas, mas suficientes para chamar atenção de quem vive com lâmina e fome.
— Monstros rondam os campos e as trilhas — diz o pequeno. — Não é trabalho para os guardas. A vila usa homens como nós para contratar quem não pergunta demais. Se você os capturar — viva ou morta — haverá recompensa.
Eles dizem ainda que vêm observando há semanas e que, se aceitar, terão mais trabalho no futuro. Serena sente o ar frio da oportunidade: pode haver dinheiro e mais do que isso — informações, pistas sobre algo maior nas sombras.
Mas antes de tudo, há uma dúvida: será que eles confiam que ela é de fato a caçadora que procuram? Decida rolando 1d6.
🎲 Role 1d6 agora
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1–2 — Sem proposta direta: querem prova
Os homens olham um para o outro e balançam a cabeça. Não confiam sem ver.
O que acontece: Eles não fazem uma oferta formal. Em vez disso, exigem que Serena prove seu valor — derrube uma pequena matilha de ratos que infestam a doca próxima, ou mostre alguma habilidade agora mesmo. Se ela recusar, eles se retiram zombando; se ela provar, ganhará apenas um pagamento simbólico agora e a promessa de contrato maior depois.
Possibilidades: Prova pública (risco de exposição à vigilância), possibilidade de ser observada por um rival que acompanha os contratantes. - Clique aqui -
3–5 — Proposta condicional: termos e tempo
Os homens falam com calma: oferecem uma missão, mas com condições — metade do pagamento na entrega dos corpos, metade depois; ou pagar menos se trouxer prova de que os monstros foram apenas feridos. Aceitam contratá-la, mas deixam claro que não há lealdade, apenas ouro.
O que acontece: Serena pode negociar os termos (pedir adiantamento, exigir pistas, marcar local de encontro), aceitar imediatamente ou recusar. Negociar pode custar tempo; aceitar a deixa com a missão imediata.
Condições: Contrato frio e profissional; possível emboscada (estes homens trabalham com outros interesses) ou pista legítima sobre o foco dos ataques. - Clique aqui -
6 — Aceitam sem reservas: a missão é sua
O sorriso do grande homem se abre. Sem mais cerimônias eles explicam: há uma trilha antiga no bosque ao norte onde algo grande se aninha. Eles pagam bem; pagam adiantado se ela trouxer provas de que pode cumprir — peles, presas, ou a cabeça dos monstros.
O que acontece: Recebe um adiantamento em moedas e indicações concretas de onde ir: a antiga pedreira de Lahr, uma trilha onde pegadas estranhas foram vistas ao entardecer. Eles prometem contato futuro e desaparecem na névoa.
Condições: Dinheiro imediato para armar-se; informação precisa; possibilidade de um cliente contínuo (pode abrir uma linha de missões). - Clique aqui
⚔️ Alternativa imediata — A morte silenciosa ainda existe
Mesmo antes do dado rolar (ou depois de qualquer resultado), Serena pode optar por matar os dois ali mesmo, em silêncio, se julgar que não precisa de contratos nem de testemunhas. Isso corta a oferta de trabalho — mas também a chance de receber pistas e pagamento adiantado. - Clique aqui
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